Alwa’s Awakening: Uma ótima viagem de volta aos 8 bits

Eduardo Paiva / 2 de Fevereiro de 2017 / Quase Véios

Origem e História

A ideia de criar Alwa’s Awakening surgiu após Mikael Forslind passar uma tarde jogando NES na casa de um amigo. Tamanha foi sua empolgação que ele saiu de lá decidido a criar seu próprio jogo. Só tinha um problema: ele não sabia nada e nunca tinha feito um game. Mas isso não o fez desistir da ideia, e após alguns contatos ele tinha um pixel artist, um designer de som e um programador. A equipe estava formada, sob o nome de Elden Pixels e em outubro de 2014 o jogo começou a ser desenvolvido de fato! O plano era fazer um jogo no estilo action/adventure inspirado nos clássicos de outrora como Battle of Olympus e Solstice mas também incorporando elementos de jogos atuais como Battle Kid e Trine.

Zoe é uma menina normal, como todas as outras da sua idade e que gosta de jogar vídeo-games. Certa noite enquanto jogava seu jogo favorito, Zoe cai no sono e para sua surpresa acorda dentro do game que estava jogando, situado na terra de Alwa. Um poder maligno assola seus habitantes e cabe a você, controlando Zoe, ajudar o povo de Alwa a se livrar desse pesadelo. Utilizando um cajado mágico, seu objetivo é viajar pelo mundo, resolver seus quebra-cabeças e combater inimigos e chefes, afim de quebrar o domínio do mal e restaurar a paz no reino.

Com essa responsabilidade em mãos, uma gostosa e agradável aventura no melhor estilo 8 bits se inicia e cabe a você e sua perseverança salvar os habitantes de Alwa!

Apresentação

Fazendo jus a proposta 8 bits do jogo, em muitos momentos os cenários lembram o Castlevania e o Ghosts ‘N Goblins de SNES, com calabouços, torres, vilarejos e criptas. E nem de longe isso é uma crítica, pelo contrário, já que são dois ótimos jogos. O design e as animações dos inimigos são simples e de uma forma geral há pouca variedade e quantidade. Cada um deles fica estrategicamente posicionado para atrapalhar seu progresso e fazem parte do desafio que é passar cada sala do jogo, e em muitas delas você vai ter que tentar várias vezes, acredite. Mesmo assim, uma gama maior de criaturas asquerosas e servos do mal não fariam mal ao jogo. Fica aqui uma leve decepção, que eu ficaria muito feliz de ver consertada em uma sequência.

A trilha sonora criada por Robert Kreese também não deixa a desejar e continua a homenagem à era 8 bits, sendo simples, porém, há variedade ao longo das 25 trilhas compostas para o jogo e mesmo depois de algum tempo jogando, elas não se tornam repetitivas.

Gameplay

Todo o desafio do jogo gira em torno do domínio que você deve ter do seu cajado, que é a única arma que você vai ter ao seu dispor. Cada dungeon principal possui uma pedra para ser encontrada que lhe concederá uma magia para o cajado, sendo essencial seu uso para se chegar ao chefe da masmorra, bem no estilo de Zelda e Megaman. Depois de adquirir as três magias, antes que perceba você se encontrará combinando seus usos para superar as salas do jogo, criadas friamente para testar seu raciocínio e habilidade. Cada magia tem um upgrade para ser encontrado que vai te fazer ir e voltar por todos os mapas do jogo, buscando acessar novos lugares do game que na maioria das vezes estão muito bem interconectados. Por várias vezes depois de adquirir uma das magias ou upgrade, me peguei pensando onde eu poderia ir agora que tinha essa capacidade: “Ah aquela sala que parecia inacessível agora não é mais! ” ou “Agora vou conseguir pegar aquele item.” Uma sensação boa e positiva quando se está jogando algo.

O único item colecionável do jogo é uma pedra azul, parecida com uma pérola, que causará dano extra nos chefes, de acordo com a quantidade que você tiver acumulado até o momento. Chefes estes que apresentam um certo nível de dificuldade, mas possuem seus padrões de ataque bem definidos, sendo facilmente derrotados assim que você entende seus movimentos. Só que depois de passar por tantas salas até o chefe, tendo cada sala seu desafio, a maior satisfação vai ser ter chegado até ele. Derrotá-lo é consequência do seu bom trabalho até então.

E por falar em desafio, você vai morrer, muitas vezes diga-se de passagem (177 até o momento do review), tentando superá-los. Por sorte o jogo não é muito punitivo em relação a isso e possui salas seguras espalhadas por todas regiões e dungeons, onde você faz checkpoint e salva o jogo e apesar de seu mundo interconectado, Alwa ainda possui portais para as principais regiões, poupando a sua viagem e tempo.

Veredito

Alwa’s Awakening e sua homenagem à era 8 bits é uma agradável aventura que vai te fazer lembrar da época que seus pais deixavam você jogar depois do almoço ou durante o horário político eleitoral, mas sem demorar muito porque tinha que estudar!

Com gráficos e sons fieis a proposta, desafios na medida certa e ótimas referências tanto antigas como modernas, Alwa’s Awakening é o resultado do esforço de quatro pessoas que lutaram e perseveraram para tornar este jogo disponível para todos nós, assim como você vai ter que lutar e perseverar para chegar ao seu final. É disso que o Véio gosta!

O jogo estará disponível na plataforma Steam (acesse aqui!) à partir do dia 2 de fevereiro de 2017. Confira o trailer logo abaixo!

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