Com o recente anúncio de Streets of Rage 4, muitos retrogamers ficaram bastante exaltados e alegres. Claro que a novidade também prepararia um terreno fértil para que outros títulos também pudessem chegar ao mercado sendo muito bem recebidos, e a Capcom – famosa por milhares de motivos, dentre estes seus inesquecíveis beat’em ups – não marcou bobeira e foi logo disparando um petardo nostálgico ao mercado: o Capcom Beat ‘Em Up Bundle, coletânea de clássicos da pancadaria que tanto viciaram nos Arcades noventistas.

Em um só lançamento, encontramos sete beat’em ups dos mais clássicos produzidos pela empresa japonesa: Final Fight, Captain Commando, King of Dragons, Knights of the Round, Warriors of Fate, Armored Warriors e, por fim, Battle Circuit. O pacote inclui, além das versões norte-americanas e japonesas de cada jogo, o indispensável multiplayer local (é claro) e online – pra você poder juntar a galera pra uma jogatina nostálgica seja lá onde a turma estiver.

Como bônus especial, a Capcom ainda incluiu suas famosas galerias de artes conceituais para cada um dos títulos, com esboços de ideias e projetos feitos em estúdio que tornariam-se os clássicos de nossos tempos atuais. Os controles trazem configurações simples, com comandos editáveis para ainda mais tranquilidade na hora de descer o sarrafo na bandidagem. O som está nítido e impecável, incluindo cada efeito e trilha inesquecível com aquela mesma perfeição que mostra-se quando os executamos em nossas memórias.

Nós, que já pudemos jogar cada um dos sete petardos contidos em Capcom Beat ‘Em Up Bundle, tivemos nossas próprias impressões sobre ele – e as compartilhamos com você, leitor, a seguir!

Analisando o pacote

Sem dúvida alguma é espetacular a oportunidade de podermos jogar os clássicos utilizando os joysticks que já estamos habituados sem haver a necessidade de adaptadores ou contrapartes USB. Claro que o sistema de “Save” e “Load” oferecido pelo próprio jogo em uma interface enxuta e de fácil acesso também ajuda a deixar tudo mais confortável e prático. Estes elementos são, sobretudo, muito bem-vindos aos jogadores que não estão habituados com emulações via PC ou aparelhos Mobile: é só executar o jogo e relaxar quebrando a cara dos vilões.

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Contudo, é necessário mencionar alguns pequenos “buracos” nesta estrada que tornam a viagem não tão macia e agradável quanto poderia ser.

De cara, saudosistas poderão notar a falta de alguns títulos e ficarem com aquele sentimento de “bem que poderiam ter dado as caras…” (ah, Alien vs. Predator, Cadillacs and Dinosaurs e The Punisher… Onde estariam vocês?). Porém, não dá pra negar que os ausentes na festa são bem representados pelos bons títulos que apareceram para a farra.

Outra ausência sentida são os diferentes filtros de imagem, tão famosos e queridos por fãs de retrogames. Não há dúvidas de que o marcante “pixel art” é primoroso por sua rispidez e crueza, mas quando a ação rola retratada em telas muito grandes, com uma aproximação muito maior se comparada com a padrão para os Arcades da época dourada, as coisas podem por vezes tornarem-se um tanto quanto confusas/poluídas. Se ao menos pudéssemos configurar detalhes técnicos, tais quais a quantidade de “scanlines” exibidas e/ou adicionar efeitos de “blur” que permitissem suavizar os pixels em degrade, certamente estes seriam recursos valiosos e muito proveitosos.

O outro ponto desagradável a se ressaltar – mas este certamente não sendo de responsabilidade da Capcom – é o “lag” terrível que temos ao tentarmos jogar partidas cujo “host” esteja em outras regiões do mundo. Até a data de confecção desta análise, não era tarefa das mais fáceis encontrarmos outros sul-americanos para uma sessão, e todas as tentativas de se jogar online com jogadores muito distantes resultaram em uma queda de frames que tornou a ação realmente impraticável – ainda mais em casos de títulos para três ou quatro participantes simultâneos. Uma boa conexão com a internet também se faz necessária, ou um único jogador pode acabar causando lags pesados a todos os outros presentes naquela sessão.

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No entanto, este último problema apresenta uma simples solução: basta combinar a compra do Capcom Beat ‘Em Up Bundle com seus amigos e marcar com eles um bom horário de jogatina. Havendo a possibilidade, temos uma alternativa ainda melhor: que tal convidar a galera para uma visita em casa e compartilhar um sofá ou tapete da sala para um bom multiplayer local? Se rolar aquele lanche de final de tarde/noite então, o programa será memorável!

Vale a ficha no fliperama de casa?

Seja detonando a maldade em uma sessão solitária, só para conhecer/relembrar os títulos que marcaram toda uma geração, seja numa parceria pessoal ou “internética”, o Capcom Beat ‘Em Up Bundle é uma experiência completa que reúne diversão, nostalgia e ainda nos conta um importantíssimo capítulo da história dos videogames – sobretudo no Brasil, nos muitos fliperamas de shoppings, bares e botecos os quais costumávamos dar aquela escapada escondidos dos pais.

Quer você tenha vivido esta época, quer seja um jovem aventureiro em busca das raízes de sua paixão eletrônica, temos aqui um pacote que vale o investimento. Podemos não ter mais que contar moedas para comprar fichas a 25/50 centavos, nem o Seu Zé por perto pra nos lembrar que “não pode bater na máquina!”, mas todas aquelas gostosas memórias de infância serão trazidas de imediato assim que a ação começar.


O Capcom Beat ‘Em Up Bundle já está disponível em formato digital para PlayStation 4 por R$ 61,50, Xbox One por R$ 61,00 e Nintendo Switch por US$ 19,99. A versão para PC chegará posteriormente no Steam, por R$ 39,99.

E o Véio não poderia terminar esta análise de outra forma senão com um convite: quem aí se voluntaria a bater em alguns capangas? Nos vemos por lá!

Versão utilizada nesta análise: PS4, gentilmente cedida ao Jogo Véio pela Capcom.


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