Crash Bandicoot (PS1) – o nascimento do mascote da Sony

Lucas Rodrigues / 5 de setembro de 2017 / Análises, PS1

Qual a receita para criar um mascote que se imortalize por gerações e nunca caia no esquecimento? Eu não sei, mas o pessoal da Naughty Dog é especialista nesse assunto. Crash Bandicoot já está no mercado gamer há décadas e parece que não possui a intenção de se aposentar tão cedo. Só no PS1 foram 5 jogos lançados da “raposa” da Sony, abrindo as portas para outros tantos consoles das novas gerações.

Confira um pouco sobre a primeira aventura deste marsupial sem noção.

Lançamento

Sendo considerado uma das aventuras mais difíceis de se completar na opinião dos gamers da nova geração, Crash Bandicoot com certeza foi um dos melhores jogos lançados do ano de 1996. Embora algumas fontes afirmam que seu lançamento foi dia 31 de agosto, a data correta é dia 9 de setembro, como mostra o cartaz abaixo.

A trama principal é extremamente simples: a acompanhante do personagem principal é mantida em cativeiro pelo perverso cientista e precisa ser resgatada. A originalidade do jogo se encontra nos personagens, que não são nada convencionais. Nada de cavaleiros em armaduras e belas princesas indefesas. Aqui temos um animal vesgo e aparentemente inofensivo e sua namorada que possui o dobro de seu tamanho. Digamos que é até uma humilhação para Cortex dizer que perdeu para Crash em uma batalha.

O principal vilão da história é um cientista baixinho e cabeçudo com uma tatuagem na testa que foi vítima de bullying quando era criança e agora tenta se vingar com um exército de animais mutantes. Crash é um de seus supostos soldados, mas que resolveu rebelar-se contra seu criador. A vida de vilão definitivamente não é para ele.

Durante sua jornada para salvar Tawna, Crash Bandicoot vai se meter em encrenca por onde passar. Alguns dos personagens são capangas de Cortex, mas outros resolvem atacá-lo simplesmente pela invasão territorial promovida pelo bandicoot, como é o caso de Papu Papu, que não será seu inimigo declaradamente, mas o atacará pensando que você é um invasor. Talve ele pense que você quer roubar toda a comida da ilha…

Por que é tão difícil?

Crash Bandicoot é um daqueles jogos que não foi feito apenas para o jogador passar de fase e ficar feliz. Embora seja um diveritdo clássico em plataforma 3D com gráficos estilo squash-and-stretch que eram aplicados em nossos desenhos animados favoritos, você vai precisar abusar do seu cérebro e bolar estratégias durante o gameplay para conseguir chegar aos 100% de evolução – isso porque muita gente reclama que nunca conseguiu zerar o jogo da forma normal. O nível de dificuldade das fases é visivelmente crescente e você visitará os mesmos cenários por várias vezes com inimigos mais poderosos e desafios que serão um teste de paciência para muitos.

Na maioria das fases há uma recompensa que pode ser coletada quando você quebra todas as caixas de madeira espalhadas pelo mapa e não perde nenhuma vida no trajeto. Caso caia no rio ou seja morto por um aborígene enquanto tenta coletar uma gema, volte ao mapa inicial e comece novamente, ou você não conseguirá a tão desejada recompensa.

Por que vale a pena ter tanto trabalho?

Ora, meu caro véio, a primeira explicação é a mais simples: é uma questão de honra. Todo gamer que se aventure a zerar Battletoads, Contra, Chrono Trigger e Crash Bandicoot possui um currículo diferenciado. Finalizar Crash Bandicoot com 100% não é para qualquer um.

Como um segundo ponto a ser comentado, vale a pena pegar todas as chaves e gemas do jogo para conferir o verdadeiro final da aventura. Vale a pena para ver qual é o destino de cada um dos chefes.

Não se esqueça do seu companheiro de aventuras

Embora não conte com a ajuda dos outros personagens da série, como sua irmã Coco Bandicoot, Crash não estará sozinho nessa jornada. Simbolicamente, ele liberta Aku Aku de sua prisão (caixas de madeira, no caso), gerando eterna gratidão da máscara que retribuirá protegendo-o. Aku Aku é o espírito um poderoso curandeiro que adotará a família Bandicoot e providenciará proteção fraternal a todos que lutarem ao lado de Crash.

Durante essa primeira aventura, o papel do espírito do poderoso feiticeiro é meio limita-se a não deixar Crash morrer quando acertado por algum inimigo e dar-lhe invencibilidade temporária quando três máscaras são coletadas (o que pode significar um tremendo alívio em um cenário tão cheio de inimigos perigosos). Na versão japonesa do jogo, ele também lhe dará dicas caso você esteja perdido no jogo. Aku Aku possui um papel extremamente importante em todos os jogos da franquia a partir do inesquecível Crash Bandicoot 3: Warped, onde ensina passo a passo como o jogador deve progredir a fim de derrotar Cortex e sua tropa de monstros bizarros.

Crash em 2017

Não podemos deixar de reservar um cantinho neste texto para falar sobre o novo visual de Crash Bandicoot. Embora os gráficos poligonais em 32 bits do PlayStation sejam o suficiente para garantir a felicidade dos véios, jovens são mais exigentes e precisam de belas formas visuais para se sentirem mais animados com um jogo. Foi por isso que, em 2017, Crash Bandicoot n’sane Trilogy foi lançado para PS4. O título é uma compilação dos três primeiros jogos do mascote para PS1 com gráficos remasterizados e cutscenes extras, mantendo a mesma aventura para os véios nostálgicos. Foi desenvolvido pela Vicarious Visions e distribuído pela Activision.

Como tudo no mundo de Crash envolve um trocadilho, n’sane possui o mesmo som da palavra insane em inglês, que é traduzido como “insano”.

Uma ode à natureza

Por mais repleto de situações cômicas que Crash Bandicoot possa parecer, há uma mensagem muito bela por trás de toda a selvageria bandicootiana: o homem é o vilão que está interferindo na natureza e mudando a ordem natural de todas as formas de vida (ou você acha normal um canguru azul ficar pulando de um lado para outro numa camisa de força?).

Por isso, veiarada, ensinem suas crianças a respeitar todos os animais, a não interferir na natureza, deixar os aborígenes de lado e não fazer experiências macabras com marsupiais.

Como ensinar isso? Jogando Crash Bandicoot, claro! Uma criança que joga Crash será uma criança feliz!

Ainda não finalizou este jogo? Tá esperando o que, véio?

Não importa se você jogue o de 1996 ou o de 2017. O importante é se divertir.

Vídeo

Crash Bandicoot – Gameplay (Fonte: World of Longplays)

Dica de leitura

Baixe nossa revista digital sobre os melhores jogos de 1996 clicando aqui. É de graça!

Compartilhe com a galera:

FacebookTwitterGoogle+

Leia mais sobre: , , , ,


Leia a Revista Jogo Véio

Revista Jogo Véio - Gratuita, pra ler no PC, no Tablet e no Smartphone

Junte-se ao Asilo