Eternal Champions (Mega Drive) – Campeões eternamente perdidos no passado

Fabio Zonatto / 28 de fevereiro de 2017 / Análises, Mega Drive

Antes de entendermos Eternal Champions, vale lembrar a época e cenário nos quais ele foi lançado.

O início dos anos 90 foi simplesmente decisivo para o mundo dos jogos de luta: Street Fighter II nascia em 1991, e já no ano seguinte o mundo se chocaria com a violência inédita de Mortal Kombat. Ambos os jogos viraram clássicos quase que instantâneos, então muitas outras produtoras acreditaram que a fórmula para o sucesso estava ali mesmo, traçada claramente diante delas. A Sega também assim pensou.

Desta forma, a “mãe” de Alex Kidd e Sonic não perdeu tempo: em 1993 já chegava ao seu então jovem Mega Drive na região da América do Norte uma pérola ambiciosa – nossa estrela de hoje, Eternal Champions – que pretendia juntar elementos de sucesso de ambos SF e MK para iniciar com o pé direito um então novo segmento de títulos de pancadaria para a Sega.

Contudo, como bem sabemos, Eternal Champions jamais decolou. Embora tenha até recebido uma continuação para o Sega CD, poucos foram aqueles que jogaram este incomum torneio de lutas e realmente viciaram-se nele. Terá sido este um ostracismo merecido? Ou perdemos no passado o potencial de uma franquia que poderia ter feito sucesso até hoje?

Chega de dúvidas! Vamos então recorrer à nossa máquina do tempo que, apesar de véia, vai nos refrescar a memória.

Salvando a humanidade na base da porrada

A história de fundo do jogo traz certa originalidade, tratando-se de mais que apenas “vamos decidir quem é o melhor”: um ser onisciente conhecido como Eternal Champion observa de seu próprio plano astral os rumos da humanidade e acaba por prever que esta caminha inevitavelmente para o seu fim. Isso irá ocorrer devido ao fato de que vários indivíduos de diversas épocas diferentes, que originalmente estariam destinados a grandes feitos, estarem morrendo prematuramente sem terem a chance de darem sua suposta “contribuição” à raça humana.

Com o nobre objetivo de mudar este destino terrível, o Eternal Champion decide usar seus infindáveis poderes para resgatar alguns destes importantes indivíduos de seus respectivos períodos históricos segundos antes de suas trágicas e injustas mortes. Porém, embora assim pareça, a entidade não tem a intenção de sair distribuindo bondade pra todo mundo, muito pelo contrário: o que ele planeja é organizar um torneio com todos aqueles que salvou para que enfrentem-se e  – aí sim entra a velha máxima – “decidam quem é o melhor”.

Aquele que vencesse todos os seus combates enfrentaria o próprio Eternal Champion no final da jornada, e se o derrotasse ganharia o direito à sua “segunda chance”, voltando ao seu tempo e tendo a oportunidade de prosseguir com seu grandioso destino. Aos demais derrotados, restaria retornarem ao exato momento em que foram retirados da história para morrerem como deveria ter sido desde o começo. Macabro, não?

Os brigões destinados a grandeza

Diferente do que vemos em muitos títulos de luta, a Sega trabalhou bem as histórias e motivações de cada personagem que compõe o plantel de lutadores vistos em Eternal Champions. Nenhum deles está nessa por algum prêmio em dinheiro, por poder ou simplesmente para sair por aí dizendo que é o melhor: todos disputam o direito de uma “segunda chance”, driblando a morte e prosseguindo com suas vidas.

Cada guerreiro vem de uma época diferente – passado, presente e futuro encontram-se em um único torneio. Desta forma, os combates são imprevisíveis: seria a alquimia medieval capaz de sobrepujar implantes biônicos futurísticos? Ou quem sabe metralhadoras e estrelas ninja possam encontrar adversário à altura em tridentes marítimos ou tacapes primitivos? Exatamente esta salada tempo/cultural é o que vemos em Eternal Champions.

Como cada lutador é tão único (nada de Ryu e Ken, Scorpion e Sub Zero), e como cada um deles seria tão importante para a humanidade, vale a pena os conhecermos um pouco melhor:

  • Shadow Yamoto: uma ninja assassina japonesa que se arrepende de sua sina – após anos trazendo a morte, Shadow acaba sendo misericordiosa em um de seus contratos em 1993. Quando está para ser executada por sua organização pelo fracasso, é salva por Eternal Champion;
  • Jetta Maxx: a jovem russa Jetta era uma acrobata circense, porém era também prima do famoso Czar Nicolau II. Por esse motivo, uma sabotagem criminosa durante uma de suas apresentações lhe tiraria a vida em 1899;
  • Slash: um homem das cavernas que vivera 50.000 anos antes de Cristo. Possuía uma inteligência superior à de seu povo, o que causou em outros guerreiros grande inveja e foi o motivo pelo qual estava para ser morto por apedrejamento;
  • Trident: tendo vivido na lendária cidade submersa de Atlântida, este humanoide reptiliano é resgatado do ano 110 antes de Cristo à poucos instantes de ser assassinado por um traiçoeiro romano;
  • Xavier Pendragon: como muitos visionários medievais, Xavier foi condenado à morte na fogueira por seus experimentos com a alquimia, capazes de transformar chumbo em ouro. Sua execução ocorreria em Salém, no ano de 1692;
  • Larcen Tyler: os gangsteres de Chicago no ano de 1920 eram ao mesmo tempo a lei e o crime. Larcen possuía grande perícia como ladrão, porém acaba traído pela máfia que desconfia de sua verdadeira identidade. Em um de seus serviços, vê-se com um explosivo ativo nas mãos já tarde demais;
  • Mitchell Midleton Knight (Midknight): à serviço da C.I.A., o bioquímico natural de Londres Mitchell Knight desenvolveu um terrível vírus que acabou por infectá-lo. Transformado em um grotesco vampiro, o agora denominado “Midknight” acabou por ser emboscado em 1967 e estava prestes a encontrar seu fim na ponta de uma lança;
  • Johnathan Blade: ex-policial e agora caçador de recompensas, Blade utiliza a alta-tecnologia do futuro para perseguir e eliminar seus alvos. Contudo, em 2030, ele recebe uma pista falsa e cai em uma armadilha da qual não escapará com vida;
  • A.X. Coswell: lutador profissional de Muay Thai, o ciborgue R.A.X. é um verdadeiro campeão no ano de 2345 (você leu certo mesmo – é a Sega mostrando falta de imaginação na escolha dos números) – motivo que tornaria uma inesperada derrota sua tão lucrativa na milionária banca de apostas. Exato pensamento de um apostador magnata, que se certifica de arranjar para que o campeão não saia vitorioso (nem vivo) de sua próxima luta.

Cada um destes indivíduos tem o potencial de realizar algo de tremenda importância para a humanidade, um feito capaz de salva-la de seu fim. Se todos eles desaparecerem, tudo estará irreparavelmente perdido – e por este motivo ao menos um precisa sobreviver.

Este sobrevivente será aquele que mostrar seu valor ao derrubar a todos os demais, e ao próprio Eternal Champion no confronto final!

Jogabilidade: 1001 estilos de luta diferentes

Outra boa inovação de Eternal Champions é o foco nos diferentes estilos de luta apresentados. Jogar com esse ou aquele guerreiro influencia em sua estratégia (mais agressiva ou defensiva), e cada um tem seus golpes característicos: por exemplo, enquanto Xavier pode paralisar um adversário com seus poderes alquímicos, Jetta pode golpear utilizando até as faixas de seda de seu traje de acrobata.

Nos controles, temos algo que assemelha-se a outros títulos de luta. Há três tipos de socos/chutes (e tudo fica muito mais fácil com o uso de um joystick de 6 botões), mas os combos alteram-se bastante dependendo do personagem selecionado. Como característica única, Eternal Champions traz para os combates a funcionalidade Inner Strength – um pequeno símbolo yin-yang localizado ao lado da barra de vida. O símbolo é o que permite ao guerreiro utilizar movimentos especiais (como magias/projéteis), começando completo a cada round e que vai se esvaziando a medida que estes golpes especiais forem sendo usados. Isto serve para limitar sua estratégia de luta, também evitando as “apelações”.

Ficar sem usar este tipo de movimento por alguns segundos recupera a energia do yin-yang.

Sobre o sistema de combos propriamente dito, podemos dizer que são bem intuitivos e não muito complicados. Com algum tempo na sala de treinamento (que inclusive apresenta diferentes modalidades de treino) dedicando-se a um único personagem, tornar-se mestre em seu estilo de luta virá naturalmente. E você precisará dessa habilidade: a CPU abusa de combos curtos que não lhe permitirão avançar após já na segunda ou terceira luta caso tente somente o “café-com-leite” da voadora com rasteira forte.

Por falar em dificuldade, é bom já deixar claro que Eternal Champions é aquele tipo de jogo perfeito pra quem joga o mel fora e prefere chupar a abelha viva. Não é brincadeira não, o nível de desafio cresce incrivelmente após três ou quatro combates no modo de torneio principal – e olha que essa nem chega a ser a pior parte. O chefe final… Ah, este sim é o elemento que frustra e causa desistência em muitos que se atrevem a tentar finalizar o jogo.

Então que tal falarmos um pouco mais sobre isto?

Vença 9 vezes seguidas? Haja coração, amigo!

Como já mencionado, o desafio visto em Eternal Champions é algo que não encontramos todos os dias. Vencer Balrog, Vega, Sagat e M. Bison em Street Fighter II parece difícil? Passar os “Endurance”, o Goro e o Shang Tsung em Mortal Kombat mostra-se ainda pior? Bem, isso é porque você não viu o que rola por aqui.

Chegar ao chefe final – a entidade cósmica idealizadora do torneio que atende pela humilde alcunha de “Eternal Champion” – já é dureza o suficiente: os últimos oponentes do torneio controlados pela CPU serão implacáveis e vão punir severamente cada erro que você cometer contra eles. Para desestabilizá-lo ainda mais, os sacanas usarão provocações e insultos a cada vez que lhe acertarem uma sequência detonante.

O número de continues também é bem limitado, o que significa que gastar um tempo no treino pode valer a pena e ainda evitar toneladas de frustração caso simplesmente tente enfiar o cartucho no Mega Drive para já sair querendo detonar todo mundo. Você precisará mesmo de todo o preparo possível, pois o pesadelo não termina na quantidade de chances disponíveis: mesmo que você não perca nenhum de seus continues antes do confronto final com Eternal Champion, ser derrotado por ele apenas uma vez significa Game Over e ponto final. Parece injusto?

Mas é agora que chegamos à melhor parte sobre este “chefão final”. Neste exato ponto, temos boas e más notícias – qual você gostaria de ler primeiro?

  • A boa notícia: você só precisa vencer um round contra Eternal Champion para derrotá-lo de vez.
  • A má notícia: o chefão terá a sua disposição 9 barras de vida, e você terá apenas uma ao longo do combate inteiro. A cada vez que você o derrotar, ele mudará a estratégia de luta e seu arsenal de movimentos, enquanto você será recompensando com um pequeno ganho da energia perdida. Funciona como um modo “Survival”, só que corrido, sem qualquer pausa para respirar.

Se você perder toda a sua energia em algum momento, o jogo não vai nem querer saber se você estava prestes a acabar com a última barra de vida de Eternal – é tchau e benção, mais sorte da próxima vez. Está afim de encarar o desafio? Então abra as janelas para ventilar bastante o ambiente, separe a Maracujina e o antiácido e prepare-se para contar de 1 até 10 “algumas” vezes.

Será que tem Fatality? Tem sim senhor! (só que mais ou menos)

Pouco tempo após o lançamento de Mortal Kombat, quase que virou tradição para os próximos games de luta também incluírem uma modalidade de “Fatality” em seu gameplay. Ocorreu em Weaponlord, e também ocorre em Eternal Champions – porém aqui de uma forma muito mais comedida.

O que temos desta vez são os Overkills, que assemelham-se aos “Stage Fatalities” como o The Pit e o Acid Pool de Mortal Kombat, por exemplo. Realizá-los não é das tarefas mais cotidianas no jogo, já que normalmente é preciso fazer isso no modo Versus contra outro jogador e este colaborar voluntariamente (ou simplesmente nem tocar no joystick) para que o movimento possa ser feito.

Neste momento você se pergunta: “É o quê? Que papo de louco é esse?”

Pode parecer frustrante para quem gostaria de finalizar oponentes reais em grande estilo (como a petulante CPU ou aquele seu amigo que adora contar vantagem e te chamar de “marreco”), mas infelizmente os Overkills são bem difíceis e improváveis de serem executados a qualquer outro inimigo senão contra um segundo joystick controlado por ninguém. Só pra ver qual é a do jogo mesmo.

Isso ocorre porque ele não é ativado por um comando específico de cada lutador. Um Overkill acontece somente seguindo-se exigências bem específicas, então tome nota: a vítima precisa receber um tipo de ataque pré-determinado (como uma rasteira ou voadora, por exemplo) em um ponto bem específico da arena quando sua barra de vida estiver a um golpe do fim. Boa sorte para tentar reproduzir estas condições enquanto luta a sério pela vitória…

Quando um Overkill acontece, a vítima é arremessada em algum tipo de armadilha mortal presente no cenário, ou então sua queda desencadeia algum tipo de evento. Alguns exemplos notáveis são a morte “chocante” na arena da Shadow (imagem acima), os gangsteres que metralham o perdedor na fase do Larcen Tyler, a execução na fogueira do Xavier ou o imenso “ventilador” que faz picadinho do infeliz na arena do Blade.

Contudo, nenhum destes “Fatalities” tem qualquer ligação com a história. Seguindo-se a trama de cada lutador, descobrimos que alguns até mesmo criam alianças durante o torneio promovido pelo Eternal Champion. Os Overkills são somente um elemento extra do gameplay, possuindo exigências tão específicas que mais funcionam como “Easter Eggs” semi-secretos que como movimentos de finalização propriamente ditos.

Departamento técnico – o jogo segura a onda?

Os gráficos e efeitos visuais do jogo são ótimos para o ano em que foi lançado: os lutadores possuem muitos quadros de animação, belos (e grandes) modelos mostrados na tela e lançam diferentes tipos de ataque. As arenas também destacam-se com efeitos de profundidade em até 4 camadas e bom nível de detalhamento e efeitos (o cenário da Shadow ao lado do letreiro elétrico é um show). Alguns Overkills também são bem chocantes, e passam uma imagem mais “matura” para este cart de luta.

Já no departamento sonoro, as coisas não correm lá as mil maravilhas. Embora as trilhas sejam bem bacanas, algumas soas “sujas” demais. Aqui e ali, a música também pode dar aquela “engasgada” geralmente causada pela quantidade de sons reproduzidos ao mesmo tempo (repare bem no tema de Trident, e como ele parece caótico às vezes).

As vozes decepcionam: elas só existem quando os personagens usam seus insultos, como “Loser!” ou “Weak!” – não há qualquer grito ou gemido quando executa-se ou se recebe um golpe. Os sons emitidos pelos próprios ataques, como o dos impactos ou o sibilo das magias, são também limitados, mas não deixam de representarem bem seus papéis.

Um legado eterno… Enquanto durou

Por alguns anos após seu lançamento em 1993, Eternal Champions chegou a desfrutar de uma boa fama e reviews majoritariamente positivos. Na prática, os jogadores eram bem divididos em suas opiniões sobre o cartucho: havia quem aplaudia a iniciativa da Sega em lançar sua mão ao estilo, havia quem acreditasse que Eternal Champions era uma cópia barata de outros games mais famosos.

De qualquer forma, a Sega investiu na franquia ao lançar uma continuação direta do primeiro jogo – Eternal Champions: Challenge from the Dark Side (do qual ainda falaremos no futuro) chegou ao Sega CD em 1995, com cenas em CGI, muitos novos lutadores, arenas, novas modalidades de “Fatality” e um novo chefão.

No mesmo ano, o portátil Game Gear receberia Chicago Syndicate: um spin-off de Eternal Champions no estilo ação plataforma estrelando o gangster Larcen Tyler. As críticas recebidas por este cart foram bem negativas, sobretudo porque o game de fato estava longe de ser uma maravilha – gráficos compostos por sprites grandes demais, som fraquinho e velocidade no pique de “lesma arrastando-se no jardim”.

Sem desistir, a Sega voltou à saga (interessante jogo de palavras) já em 1996 com outro spin-off na tentativa de expandir o universo do Eternal original ao mesmo tempo que intencionava criar novo interesse nos jogadores. Nascia assim X-Perts, outro game de ação plataforma desta vez no Mega Drive e estrelando a ninja Shadow Yamoto.

Porém mais uma vez o tiro saiu pela culatra: X-Perts foi um dos últimos títulos lançados para o Mega, e ainda assim apresentou gráficos feios, som monótono e gameplay entediante. Inevitavelmente acabou enterrado pelas críticas e carrega até hoje a sina de ter sido o último dos jogos baseados no universo Eternal Champions.

Eternal Champions nas terras tupiniquins

No Brasil, Eternal Champions causou muita animação às revistas especializadas da época. Em 1994, várias trouxeram o jogo na capa exatamente como a edição de fevereiro daquele ano da publicação Videogame.

Nela, a equipe enaltece alguns aspectos de Eternal como a trama, a variedade de estilos de luta e os impressionantes 24 megas do cartucho. Suas previsões eram grandiosas: para a Videogame, Eternal Champions tinha tudo para bater de frente em grande estilo com Street Fighter II. Infelizmente a história nos mostrou o contrário.

Algo que também marcou bastante a galera gamer daquela época foram as inúmeras publicidades do acessório Activator para o Mega Drive, constantemente mencionado utilizando-se o jogo Eternal Champions. Bons tempos de revista Ação Games!

Veredicto: fazendo justiça à Eternal Champions

Depois de verificarmos sua trama, gameplay, ambientação, elementos técnicos e legado, qual o veredicto final a ser dado à Eternal Champions? Esta talvez seja uma questão mais difícil de ser respondida do que inicialmente parece.

Certamente o jogo não é uma cópia de outros do mesmo estilo que o antecederam, já que apresenta seu próprio universo e traz à panela ingredientes originais. Eternal tem uma alma própria, e não foi criado pela Sega para plagiar nenhum outro – embora a empresa tenha pego referências aqui e ali de obras de sucesso para conceber seu próprio rebento.

Ame ou odeie Eternal Champions, ele de fato apresenta boa jogabilidade, gráficos e som que o cativam a experimentá-lo. Quem gosta de um desafio de respeito faz a festa com este cartucho, e quem não curte muito uma “pedreira” ainda pode chamar um amigo para partidas bem divertidas (mesmo que somente para tentarem juntos realizarem os Overkills de todas as arenas).

O Jogo Véio aplaude esta pérola da boa e velha Sega e recomenda: se jamais o fez, dê uma olhada nesse jogo. Se é uma boa treta que você busca para aquele dia de tédio onde a paciência já está esgotada para os grandes títulos de luta da atualidade, tente partir para alguns minutos de Eternal Champions e com isso resgate um pouco desta história perdida (provavelmente) para sempre.

Já dizia aquela sabedoria da internet: “Não deixe a treta morrer, não deixe a treta acabar.”

Vídeo

Eternal Champions: Longplay (Mega Drive) – Fonte: World of Longplays

Dicas

Eternal Champions não conta com nenhum truque como “continues infinitos” ou coisa do tipo – é difícil mesmo e não tem jeito. Mas tem uma manha bem bacana que você pode usar e vai ajudar bastante a terminar o jogo, dando aquela força na hora de enfrentar o chefe final.

Ao ser derrubado após um golpe, imediatamente segure o direcional para o lado onde está o oponente e fique apertando o botão de soco forte sem parar. Com isso, assim que você tocar o chão, vai estar em pé e já arremessando o inimigo para longe, pegando-o de surpresa. Acredite: isso vai lhe dar uma tremenda vantagem contra a CPU!

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