Moonwalker: a magia do rei do pop nos arcades

Ítalo Chianca / 29 de agosto de 2017 / Análises, Arcade

Fã, colecionador e entusiasta dos jogos eletrônicos, Michael Jackson não mediu esforços para transformar a sua arte em um produto completo, capaz de transpassar todas as mídias. E assim ele fez em 1990, quando você podia ouvi-lo, assisti-lo e, direto dos fliperamas, controlá-lo em Michael Jackson’s Moonwalker.

Rei dos fliperamas

Inspirado no filme Moonwalker lançado em 1988, a Sega, em parceria com o próprio Michael Jackson, resolveu levar o sucesso do astro pop para os videogames. O resultado da parceria foi o lançamento do jogo Michael Jackson’s Moonwalker para PCs, consoles e Arcade.

Em comum, todas as versões de Moonwalker possuem o mesmo enredo simples do filme: Michael Jackson precisa salvar as crianças raptadas pelo vilão Mr. Big e toda a sua quadrilha. Mas, diferente das versões domésticas, que entregavam uma experiência de plataforma 2D, no arcade, Moonwalker é um legítimo “briga de rua”.

A magia do pop

Na máquina, o jogo deixa de lado os saltos precisos e aposta na pancadaria. O jogador assume o comando do próprio rei do pop, com o seu traje de gangster eternizado no videoclipe de Smooth Criminal, e sai por clubes, ruas, cavernas, cemitérios e até um QG futurista enfrentando criminosos, zumbis, robôs e tudo mais.

Esse, contudo, não é um beat’em up convencional. Michael Jackson não dá socos e pontapés. Ele, como era de se esperar, atiraria magia pela mãos e ainda consegue concentrá-la para acertar inimigos mais distantes. Além disso, o seu golpe especial coloca todos na tela, incluindo capangas, máquinas e até cachorros, para dançar até a morte.

Deslizando pelo cenário e acabando com os inimigos com a sua magia, Michael Jackson ainda conta com outros poderes igualmente mágicos, como a sua transformação em um robô gigante que atira raios lasers — cortesia de Bubbles, seu macaco de estimação. E tudo isso, aliás, pode ser elevado ao cubo, pois é possível dividir a jogatina com mais dois amigos, cada um controlando um Michael Jackson com roupas de cores diferentes.

Brilho próprio

Praticamente nada em Moonwalker é comum. Temos um personagem que solta magia e destrói os inimigos dançando; crianças presas em campos de força que precisam de ajuda; um macaco que transforma um cantor em robô; e bandidos, zumbis, cachorros e máquinas voadoras como adversários. Mas é justamente isso que faz do jogo uma excelente e original opção de diversão.

Além do mais, Moonwalker faz bonito em diversos aspectos técnicos. Toda a aventura se passa em cenários isométricos, com gráficos detalhados, coloridos e variados. Nada muito espetacular, é verdade, mas é preciso dizer que a movimentação dos personagens, principalmente a do protagonista, é muito bem feita, com direito a dezenas de poses que retratam muito bem o passos de dança mais famosos de Michael Jackson.

O destaque, obviamente, vai para a trilha sonora. Goste ou não de Michael Jackson, a qualidade das suas canções, principalmente durante a década de 1980, é inquestionável. Jogar enquanto ouve Smooth Criminal, Beat It, Another Part of Me, Billie Jean e Bad é uma experiência incrível. Em vários momentos você se pegará cantarolando enquanto joga, ou até arriscando um passinho junto do personagem.

Infelizmente, o jogo é bastante curto. São apenas 5 estágios, que tomam entre 30 e 40 minutos de jogo. Mas, terminá-lo sem gastar dezenas de fichas não é uma tarefa muito fácil. Os inimigos surgem de todos os lados e em grandes quantidades. É preciso ter gingado para superá-los. Mas, se jogado com amigos, será questão de tempo até vocês salvarem as crianças e destruírem o Mr. Big.

Moonwalker: obra imortal

Encontrar uma máquina de Moonwalker ainda funcionando hoje é coisa rara, já que, assim como outros jogos da Sega na época, o game sofria com uma falha que tornava o arcade inutilizado depois que a bateria chegava ao fim de sua vida útil. Contudo, como bem sabemos, existem outras formas de apreciar essa obra nada convencional e cheia de estilo próprio, assim como o seu protagonista.

Com canções que transcendem o tempo, visuais bacanas, jogabilidade fluida e divertida e a possibilidade de ser, mesmo que por alguns minutos, o próprio rei do pop, Michael Jackson’s Moonwalker é um jogo para curtir com os amigos e relembrar um pouco da magia de um artista que mudou para sempre a história da música e do entretenimento, e que, assim como nós, também gostava de viajar por mundos fantástico enquanto jogava um bom game.

Vídeo

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