Mortal Kombat (Arcade) – Fatalidade, realismo e controvérsias que marcaram os videogames definitivamente

Fabio Zonatto / 22 de maio de 2017 / Análises, Arcade

O pai dos jogos polêmicos finalmente chegou ao Jogo Véio: estendam o tapete vermelho e manchado de sangue para o grande Mortal Kombat!

Mas não há mesmo outra forma de descrever o jogo – afinal, o que mais podemos inferir sobre um título que fez nascer o órgão censor norte-americano Entertainment Software Rating Board (ou ESRB)? Pois é isto mesmo que ocorreu devido ao fato de que, antes deste marco dos videogames criado pela Midway, toda a violência e sangue nos jogos era apresentada em gráficos no estilo desenho (como em Weaponlord e Eternal Champions).

Saiu das mentes ambiciosas da dupla formada por Ed Boon e John Tobias a ideia de levar os jogos de luta a outro nível de realismo, então deixaram de lado os bitmaps via Paint e digitalizaram imagens capturadas de atores reais (em sua maioria, dublês e artistas marciais) posando fantasiados para suas câmeras para que tivéssemos a impressão de estarmos mesmo jogando um filme de luta – só que apresentando combates até a morte, com movimentos fatais chocantes como jamais antes havíamos visto.

O objetivo da então jovem empresa Midway era encarar de frente o queridinho Street Fighter II, que arrebentava nos arcades e prometia tomar de assalto também os consoles domésticos. Sabendo que seria difícil simplesmente imitar seu estilo e ainda ser considerado um digno rival, Boom e Tobias resolveram tomar o caminho mais audaz e difícil para seu jogo: apostarem em uma abordagem completamente diferente (e não menos que polêmica para a época).

Em 1992 (eita ano incrível para a indústria!), Mortal Kombat chegava aos fliperamas gerando imediatamente enorme interesse por parte dos gamers e toneladas de controvérsias aos olhos dos conservadores, que como fariam em Doom um pouco mais adiante na história, lá estariam para ladrarem sobre “como os videogames criariam assassinos em potencial”.

Como bem sabemos, não foram poucos os que tentaram banir o game e jamais conseguiram – não é a toa que hoje temos Mortal Kombat XL. Então vamos dar uma revisada neste importantíssimo capítulo da Barsa gamística e destrinchar um pouco deste clássico retrogame que tanto barulho causou na época – barulho este que ressoa até hoje!

Outworld tá de olho é na boutique da Terra

Mortal Kombat pode não ter apresentado logo de cara a premissa mais original do planeta, mas anos de novos títulos muito fizeram para desenvolver o que começou com uma trama padrão em um verdadeiro multiverso digno de bibliografia.

Tudo começa com Outworld – um reino pertencente a uma dimensão diferente da nossa, comandada por um imperador déspota e tirano que só sabe fazer uma coisa na vida: conquistar outros reinos e anexá-los ao seu. Embora ele lidere um exército de incrível tamanho e poder, toda a vez que o cruel monarca aspira acrescentar um novo reino à sua coleção, ele precisa seguir as regras estipuladas pelo conselho dos Deuses Anciões: Outworld deve vencer os melhores guerreiros daquele reino que deseja invadir em dez torneios de artes marciais consecutivos, com cada torneio ocorrendo somente uma vez a cada geração. Só então, ganha o direito de dominá-lo.

Claro que eventualmente e após tantas grandes vitórias, o maligno imperador olharia para nosso Reino da Terra (Earthrealm) com olhos desejosos, e logo nos tornaríamos o novo alvo do apetite de Outworld. Alertados pelo deus do trovão Raiden, os monges do Templo da Ordem da Luz passaram a treinar guerreiros para competirem contra os invasores, mas sem muito sucesso. Os vilões venceriam nove competições seguidas e teriam vencido a décima, não fosse pelo lendário Kung Lao, que derrotou o feiticeiro-demônio Shang Tsung e salvou a Terra… Ao menos momentaneamente.

Mas a alegria não durou muito, uma vez que já no torneio seguinte o grande Kung Lao foi derrotado pelo novo campeão de Outworld: o príncipe Shokan Goro, criatura que garantiria outras oito vitórias ao seu reino. Uma vez mais, nossa Terra vê o dia do juízo final cruzar a esquina: o jogador assumirá o controle de um dos competidores no torneio derradeiro, que decidirá o destino de nosso mundo. Shang Tsung organiza o novo Mortal Kombat em sua ilha, e Goro ainda aguarda nas finais do evento pelo guerreiro que conseguir sobreviver até ele!

Novamente, guerreiros da Terra e de Outworld são selecionados para representarem seus reinos, e caberá a você decidir quem deseja comandar para dar um ponto final a esta história de combates sangrentos – seja para o bem ou para o mal. Cada lutador tem seus motivos para entrar na competição, e lá estão seja por merecimento ou por contrato. Seja por fama e glória, vingança ou simplesmente para cumprirem sua missão – nenhuma razão é mais ou menos válida em Mortal Kombat. O que realmente importa por aqui é ser forte e, claro, jamais mostrar piedade por um inimigo derrotado.

Entre ninjas, militares e estrelas de Hollywood

A variedade de caras e carcaças vista na tela de seleção de lutadores de Mortal Kombat é bem interessante – só não muito numerosa. São 7 guerreiros diferentes, entre eles dois ninjas com características físicas bem semelhantes e uma única moçoila (à exemplo de Street Fighter II, que inicialmente só contava com a presença feminina da Chun-Li).

Porém, embora cada um tenha seus próprios movimentos especiais como assinatura, no restante da jogabilidade todos eles se equivalem: são praticamente as mesmas sequências de socos, os mesmos chutes giratórios, rasteiras, agarrões e ganchos. Pelo menos neste ponto, o rival cartunístico apresentava mais variedade de lutador para lutador… Mas não era mesmo na pancadaria convencional que brilhava a estrela de Mortal Kombat.

Após dois rounds vencidos, a mensagem Finish Him/Her aparecia na tela, e o derrotado atordoado poderia ser finalizado com um movimento fatal que o exterminaria ali mesmo. Nada de deixar o cara surrado e derrotado no chão – o negócio era matar mesmo, sem misericórdia. Neste ponto que entram as particularidades de cada lutador, que possuem suas preferências pessoais na hora de botar o ponto final sangrento do combate – decapitação? Incineração? Explodir o cara em pedaços? Tudo dependia de quem era o carrasco controlado no momento derradeiro. Então torna-se uma boa idéia conhecer cada um deles a seguir, não?

Os 7 lutadores selecionáveis no primeiro Mortal Kombat são:

  • Liu Kang (interpretado por Ho Sung Pak): monge shaolin do Templo da Ordem da Luz e descendente direto do lendário campeão Kung Lao, Liu tem um forte senso de justiça e honra em seus combates. É considerado o protagonista do jogo, uma vez que faz as vezes de “humano comum que precisa salvar o mundo”.
  • Sonya Blade (interpretada por Elizabeth Malecki): agente das Forças Especiais americanas, esta militar linha dura entrou no torneio para vingar-se do ciborgue Kano, assassino de seu parceiro e melhor amigo no exército. Além disso, toda a sua equipe fora capturada por Shang Tsung, que prometeu libertá-los caso a guerreira vença o torneio.
  • Johnny Cage (Interpretado por Daniel Pesina): estrela de filmes de ação hollywoodianos como “Ninja Mime” e “Citzen Cage”, este convencido ator e artista marcial graduado acredita que pode conseguir ainda mais fama e glória se puder vencer um torneio contra os melhores do mundo. Cage ignora por completo o verdadeiro objetivo e essência do Mortal Kombat, com seu ego falando mais alto em qualquer aspecto de sua vida – inclusive enquanto luta.
  • Kano (interpretado por Richard Divizio): mercenário e membro da organização criminosa Black Dragon, Kano não tem nenhum escrúpulo e somente é leal à quem lhe faz promessas de riqueza e poder. Assassino cruel, este bandido com implantes cibernéticos foi o responsável pela morte do parceiro de Sonya Blade e agora trabalha com Shang Tsung em uma aliança lucrativa que visa garantir a vitória de Outworld.
  • Raiden (interpretado por Carlos Pesina): personificação do antigo deus do trovão oriental, Raiden é também o protetor do domínio da Terra e serve como mentor ao Templo da Ordem da Luz. Foi ele quem primeiro advertiu os guerreiros de nosso reino contra a ameaça de Outworld, e desde então luta no Mortal Kombat para tentar deter Shang Tsung de uma vez por todas.
  • Sub-Zero (interpretado por Daniel Pesina): ninja assassino pertencente ao clã terreno Lin Kuei, Sub-Zero é um cruel guerreiro mascarado capaz de congelar o ar ao seu redor. Foi enviado ao Mortal Kombat pelo grande mestre de seu clã para cumprir um contrato de Outworld, porém seu maior inimigo no torneio sem dúvidas é Scorpion – outro ninja como ele, mas que busca vingança por uma antiga dívida de sangue.
  • Scorpion (interpretado por Daniel Pesina): outrora um orgulhoso ninja líder dos Shirai Ryu, Scorpion fora morto por Sub-Zero (do Lin Kuei, inimigos jurados de seu clã) e enviado ao mundo dos mortos. Lá, fez um pacto para poder retornar como um espectro vingativo somente para caçar aquele que o assassinou e também à sua família (ou ao menos é o que ele pensa sobre Sub-Zero…).

Desafiando o destino no Kombate Mortal

Se você é iniciante em jogos de luta, deve saber de uma coisinha chata: Mortal Kombat não é nenhuma moleza não! O nível de dificuldade encontrado por aqui é bem alto, sobretudo nesta versão para o Arcade. O que estas máquinas comiam fichas uma atrás da outra não estava escrito no gibi…

O principal ponto é entender a jogabilidade – como mencionado na descrição resumida de cada lutador mais acima neste texto, não há muita diferença entre cada personagem quando o assunto é o café-com-leite: todos socam e chutam bem parecido. O que muda mesmo são os movimentos especiais que cada um pode utilizar, elementos que, ao menos na “aurora dos jogos de porrada”, constituíam uma lista bem limitada. Desta forma, só resta ao jogador aprender a fazer o melhor possível com as ferramentas básicas que tem à mão: qual a melhor hora para uma sequência de socos desvairada? Deve-se contra-atacar um inimigo em pleno salto com uma voadora, chute alto ou uppercut? Será que uma rasteira ou um chute giratório são capazes de neutralizar certo movimento inimigo?

Assim que tiver conhecimento sobre os movimentos e o “timing” de cada um deles, então é hora de mesclar o estilo cru com as habilidades específicas de cada lutador: o congelamento do Sub-Zero ou o arpão de Scorpion são ótimos para parar uma ofensiva e iniciar combos, a tesourada da Sonya e o torpedo do Raiden pegam muitos inimigos de surpresa, a bicicleta de Liu Kang e a “bolinha” de Kano funcionam como anti-aéreos e por aí vai a brincadeira.

O torneio é composto por 12 lutas: 7 contra os lutadores normais (sendo a sétima um Mirror Match em que o oponente é você mesmo), 3 lutas tipo Endurance (somente você e sua barra de vida contra dois inimigos seguidos… Covardia, pô!) e os dois chefões finais Goro e Shang Tsung. Se está começando no jogo, acredite: já vai ser muito bom passar pelo primeiro Endurance! Mas com um pouco de prática, logo você supera estes desafios de dois contra um e se verá cara a cara com o feioso de quatro braços.

O príncipe Goro é forte pacas, tem ataques de curta e longa distância que podem devastar sua barra de vida em segundos, além de ser resistente como um pedaço de ferro – seus golpes causam um pouco menos de dano contra ele. Você vai ter que enfrentá-lo algumas vezes para ficar craque no jeitão de como usar seu personagem escolhido da melhor forma contra ele. Já contra o feiticeiro Shang Tsung, a coisa muda bastante de figura: o velhote só tem um ataque próprio (uma magia poderosa de caveira flamejante), mas pode transforma-se em qualquer outro lutador do jogo! Claro que toda vez que faz isso, também adquire todos os seus golpes especiais… Então prepare-se para uma luta onde, como no Mundo da Lua, “tuuuudo pode acontecer”.

Departamento técnico: 50 tons de sangue digitalizados

Não é exagero afirmar que, quando chegou aos fliperamas e foi visto por muito gamer pela primeira vez, Mortal Kombat chocou geral. E não exatamente por sua violência – somente pelo seu gráfico digitalizado a coisa já era impressionar (não se esqueça que os parâmetros da categoria foram criados pelo grande Street Fighter II, que apresentava um modelo completamente diferente). Ao colocar a ficha e partir para a tela de seleção de lutadores, o som ensurdecedor do gongo estourando nos seus ouvidos era logo seguido por uma música nos moldes orientais que até hoje povoa a memória de quem sentiu a experiência na pele. Inesquecível!

Primeiras impressões de lado, avaliemos então o produto como um todo: a parte gráfica mostrava bons detalhes que puxavam tudo para o realismo. Não apenas os lutadores tinham aspectos bem naturais e feições humanas definidas, como também as arenas seguiam pelo mesmo caminho. Entre estas citadas, muitas eram compostas por diferentes camadas que moviam-se de forma independente, o que ajudava na sensação de profundidade proporcionada pelo jogo.

Nas fases de bônus, onde precisamos apertar botões feito maníacos para enchermos uma barra de força e assim sermos capazes de destruirmos objetos cada vez mais resistentes, os modelos dos personagens eram ainda mais realistas – a coisa toda mais parecia cena de filme!

Já no tocante ao departamento sonoro, temos vozes e gritos muito bem capturados e que passam o real desespero de quem estava lá na tela, sangrando e sofrendo para sua diversão. Poucas vezes antes o mundo dos videogames tinha visto um trabalho de som tão realista, pois além das boas vozes (“Finish him!”, “Come over here!” e aquela doideira que o Raiden berra ao dar seu torpedo voador – como esquece-los?), os sons das pancadas, quedas e sangue espirrando não são menos que fieis… Dolorosamente fieis!

Por último, na jukebox de Mortal Kombat é só sucesso atrás de sucesso. Trilhas empolgantes hora tenebrosas, hora energéticas que embalam bem as lutas violentas e combinam com os ambientes em que são executadas. Temas clássicos como o obscuro The Pit, o Goro’s Lair, The Courtyard entre outros são grandes trabalhos de áudio, e dão aula pra muito jogo da atualidade.

No balanço final, o que temos é um game com jogabilidade fluída (ainda que um tanto quanto repetitiva), ótimos e realísticos gráficos que prezam pelo realismo (embora os cenários pequem pela falta de movimento), além da acústica macabra e 100% correta. Pacotão pra clássico nenhum botar defeito, e que merece sobreviver até hoje como o jogão que é.

Um legado sangrento de aquecer o coração

Jogar o primeiro Mortal Kombat é entrar em uma verdadeira máquina do tempo: quem experimentou este petardo sanguinolento em seus dias de glória ainda nos fliperamas deve lembrar-se da sensação que era a de jogar algo tão chocante, impressionante e (para muitos) perturbador e macabro em um tempo onde os games ainda estavam completamente imersos em gráficos cartunísticos.

Temos que reconhecer o trabalho da Midway – sobretudo da dupla Ed Boon e John Tobias – em pegarem uma idéia que de início não deu certo (confira na seção Curiosidades à seguir) e transformarem-na  em algo de fazer-nos tirar o chapéu, ainda mais se levarmos em consideração que a verba e tempo de entrega que a equipe de produção tinha não eram dos maiores. O caso clássico de quem compensa a falta de grana com criatividade!

Em comparação com os padrões atuais, a violência das mortes observada em Mortal Kombat tornou-se algo sem muito apelo. Muitos jovens hoje podem joga-lo e, ao invés de sentirem calafrios ou repulsa pela carnificina, vão acabar até achando alguns Fatalities engraçados. Pois é, o tempo passa e os padrões mudam bastante – mas de forma alguma podemos dizer que MK envelheceu mal, muito pelo contrário.

Se hoje você adora seus games (tanto os de luta como tantos outros estilos) bem sangrentos e realísticos, tem muito o que agradecer ao pioneirismo de Mortal Kombat: um clássico que fez escola ao criar um estilo… E ter sido o único a fazê-lo tão bem a ponto de fazer história de forma definitiva.

Curiosidades

Alguns fatos interessantes sobre Mortal Kombat, só pra você aprofundar-se ainda mais em seu enorme universo:

  • De início, Mortal Kombat chamaria-se Kumite, e seria baseado no filme O Grande Dragão Branco, de Jean-Claude Van Damme. O ator participaria do jogo, emprestando sua aparência (tal qual fez Bruce Willis em Apocalypse) e seus movimentos para captura e uso. Porém sua agenda lotada não nos permitiu esta honra, e o rumo do projeto mudou por completo. Seu personagem foi dado à Daniel Pesina, e transformou-se em Johnny Cage.
  • Ho Sung Pak, que interpretou o monge lutador Liu Kang, é um artista marcial graduado que também representou Raphael nos antigos filmes live-action das Tartaruga Ninja. Para além disso, Ho Sung também participou da série WMAC Masters, que foi exibida no Brasil pela extinta TV Manchete e pelo canal pago Multishow. Lá, ele fazia o papel do competidor Superstar.
  • Richard Divizio foi o Kano por todos os Mortal Kombat até os da nova geração – época em que o personagem ganhou cabelos e barba negra para assemelhar-se ao ator Trevor Goddard, que deu vida ao Kano no clássico filme de 1995. Isto significa que sua atuação foi tão bem aceita pelos fãs que (indiretamente) ele também acabou tornando-se Kano nos games! Infelizmente, Goddard jamais chegou a desfrutar de tal popularidade: o ator suicidou-se pouco tempo após o lançamento do filme.
  • O conceito para o vilão Shang Tsung foi tirado do lendário feiticeiro maligno Lo Pan (James Hong), o nêmese de Jack Burton (Kurt Russel) no filme de 1986 Os Aventureiros do Bairro Proibido. O deus do trovão Raiden também foi inspirado em outro vilão deste longa.
  • Como mencionado ao início deste artigo, a violência chocante de Mortal Kombat fora a gota d’água que levou congressistas conservadores norte-americanos a forçarem a criação do órgão Entertainment Software Rating Board(ou ESRB). Desde então, todos os videogames lançados na América do Norte passam pela avaliação desta bancada, que classifica cada jogo por idade indicativa segundo seus níveis de conteúdo adulto.

Vídeos

Mortal Kombat (Arcade): Longplay – Fonte: World of Longplays

Entrevista com os atores de Mortal Kombat – Fonte: Zona Mortal Kombat

Dicas

Enfrente Reptile

Outro fator que povoou a semântica por trás de Mortal Kombat foram os mistérios – elemento impresso na personalidade de alguns personagens, em certos cenários e até na trilha sonora. Para além disso, o jogo ainda escondia um personagem ultra-secreto que, como Goro e Shang Tsung, não poderia ser controlado e sim somente enfrentado.

Reptile era seu nome, e vez ou outra ele surgia antes de cada combate para provocar o jogador a encontra-lo se quisesse desafia-lo. Então para encarar este desafio extra, você precisa vencer um oponente na arena The Pit (a da ponte) com um Double Flawless (como um duplo Perfect em Street Fighter) e ainda extermina-lo de vez acionando seu comando de Fatality. Fique de olho na Lua existente no cenário, pois a manha só funciona se algumas sombras bizarras (tem até o trenó do Papai Noel!) estiverem passando por ela. Você também não pode acionar o comando do bloqueio jamais, então fique esperto!

Se tudo deu certo, após o Fatality aparecerá na tela a mensagem “You have found me, now prove yourself” (ou “Você me encontrou, agora prove seu valor”) – e então a coisa fica feia: você é transportado para a parte inferior da ponte, em meio as lanças e cabeças decepadas dos programadores do jogo (são eles mesmo!) para enfrentar Reptile – ou somente um ninja verde chamado “Scorpion” que pode disparar o arpão dele, bem como também pode congelar você como faria Sub-Zero.

Reptile é dureza, mas não impossível de ser derrotado – e o jogador ainda embolsa 10.000.000 de pontos após a façanha. Era pra deixar o nome no hall da fama da máquina em grande estilo! Como bem sabemos, ele fez tanto sucesso que já a partir de Mortal Kombat II, Reptile retornaria como um personagem jogável e com seus próprios movimentos.

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