Pocket Fighter traz uma nostalgia encantadora da Capcom nos anos 90

Gabriel Paes / 10 de julho de 2016 / Análises, Arcade

Você já jogou Pocket Fighter? Que tal relembrar (ou conhecer) essa verdadeira joia que conquistou uma legião de fãs nos anos 90!

A inspiração por trás de Pocket Fighter veio de outro jogo muito popular da Capcom — mas de estilo de gameplay muito diferente — chamado Puzzle Fighter, um game que é basicamente um Tetris com os personagens da Capcom.

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O título veio para o Ocidente com um nome bem mais complexo, Super Gem Fighter Mini Mix, enquanto no Japão o nome era apenas Pocket Fighter, que pela simplicidade acabou se tornando o nome mais popular e é por ele que vamos nos referir em nossa análise.

Lançado em setembro de 1997 para os Arcades e Consoles 32 Bits, Pocket Fighter era encantador por cada detalhe que apresentava e “escondia” no seu gameplay. Pode-se dizer que a equipe da Capcom escreveu uma verdadeira “carta de amor” para os seus próprios títulos mais antigos. Toda a magia está intimamente ligada ao artstyle do jogo, que apresenta uma versão cartoonizada dos personagens clássicos da empresa, mesclada com animações extremamente criativas e bem humoradas. Essas animações saíam dos jogos de luta e migravam para ideias completamente inusitadas ou com referências à própria Capcom! Por exemplo: os combos dos personagens são construídos com animações em que os mesmos mudam de roupas conforme desferem os golpes. A clássica Chun-li, ao executar seu combo padrão, se transforma em outra personagem feminina clássica da Capcom, Jill Valentine, de Resident Evil , com direito a tiros e tudo!

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Os personagens

São 10 personagens jogáveis padrão e mais 2 secretos:

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Representando os lutadores de Street Fighter, temos Ryu, Ken, Chun-li, Zangief, Ibuki, Sakura e os 2 secretos, Akuma e Dan.
Estes 2 secretos podem ser acessados, apenas colocando para a direita de Ken para escolher Dan ou colocando para esquerda de Ryu, para escolher Akuma. Esse segredo é recorrente em jogos de luta da Capcom, já que Akuma também podia ser escolhido da mesma forma em X-men vs Street Fighter.

Representando os Lutadores de Darkstalkers, temos Felícia, Morrigan e Hsien-Ko (ou Lei-Lei para os japoneses). Fechando o elenco, temos ainda Tessa (ou Tabasa) de Red Earth.

O sistema de luta

Pocket Fighter apresenta um sistema bastante simplificado de combos, onde é possível fazer longas sequências apenas pressionando um único botão. Além disso, 3 barras separadas mostram diferentes níveis de ataque para cada golpe especial do personagem, que podem inclusive ficar mais fortes durante a luta. O hadouken do Ryu tem um tamanho x no começo da luta, mas pode ficar muito maior conforme você vai coletando as gemas que caem pelo cenário, geralmente após uma boa sequência.

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Cada gema tem uma cor diferente e pode melhorar o seu ataque de cor correspondente. Da mesma forma, você pode perder gemas e níveis de ataque conforme leva golpes durante a luta. É bom ficar esperto!

Pra fechar, existem gemas elementais que podem liberar ataques congelantes, elétricos e outras loucuras do tipo, tudo para deixar os combates ainda mais dinâmicos. Eles podem ser pequenos, mas o sistema de luta definitivamente é bem grande!

Gráficos e sons de primeira

Os cenários de Pocket Fighter são belíssimos! Além de bem desenhados (bem no estilo de Street Fighter Alpha 2), todas as arenas são cheias de easter-eggs e referências mais abertas a outros jogos da Capcom, não se limitando apenas aos títulos que cederam personagens para o elenco. Dê uma olhada nos cenários abaixo e veja se consegue identificar todos eles:

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A trilha sonora é bem simples e sem músicas marcantes, mas tem seu charme e encaixa bem ao estilo do jogo. Os efeitos sonoros são divertidos, inclusive aquela vozinha fina que anuncia o começo e o fim das lutas!

Considerações finais.

O jogo vale muito a pena! Toda a criatividade da Capcom, o estilo de arte e jogabilidade diferenciados, além de um modo história bem simples para cada personagem fazem do jogo uma experiência obrigatória pra quem gosta do gênero.


Vídeo:

Super Gem Fighter Mini Mix (Fonte: World of longplays)


Essa análise foi feita em parceria com o site Dojan Games, projeto tocado pelo amigo Gabriel Paes, 100% voltado para os jogos de luta! Se você curtiu essa análise, recomendamos fortemente dar uma passadinha no site do rapaz (ou no facebook) para ver outros artigos e notícias sobre o mundo da pancadaria.

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