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Top 10 – Coisas que quase aconteceram em Street Fighter II

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Uma boa ideia não cai simplesmente do céu. Para Street Fighter II, foi a mesma coisa: muitos rascunhos, ideias descartadas e ideias reaproveitadas. Hoje, o Jogo Véio apresenta pra vocês 10 coisas que quase aconteceram em Street Fighter II!

10 – Ele quase se tornou Final Fight.

Para a continuação de Street Fighter, quase tivemos Street Fighter 89, que seria um Beat’n’up. Baseando-se nas pesquisas de mercado, a equipe criativa da CAPCOM pensou em fazer Street Fighter II similar ao clássico Double Dragon. Com uma série de desentendimentos sobre os desejos da equipe executiva x financeira, decidiu-se então por fazer desse um projeto paralelo, criando a franquia Final Fight.

9 – O torneio seria uma viagem pelo tempo.

Ainda em fase de rascunho, Street Fighter II quase se tornou um campeonato entre lutadores de diferentes eras históricas.

Os membros mais críticos (Deus os abençoe), acharam melhor que se tratasse de um torneio de diferentes artes marciais.

 

8 – Os lutadores ocupariam uma ilha para o torneio.

Ainda nessa ideia de fazer lutadores de épocas diferentes se enfrentarem.

Mas como o jogo exploraria muito das culturas diferentes do mundo, a produção do jogo achou interessante que o campeonato fosse feito pelo mundo todo.

 

7 – Chun Li seria mais fraca.

Deixá-la igual aos demais foi uma decisão difícil, já que seria a vez de registrar a entrada de uma mulher no mundo das lutas, os produtores acharam que seria “mais real” se o dano causado por Chun Li fosse reduzido, ou se sua barra de vida fosse menor.

Depois de muita discussão, ela foi considerada “lutador normal”, sem que o fato de ser do sexo feminino fosse uma desvantagem, certamente por influência do Designer Akira Nishitani.

 

6 – Zangief teria um nome bastante peculiar…

…Ele se chamaria Vodka Gobalsky, e teria uma história de lutas, alcoolismo e trapaça nos circuitos de luta-livre resultando em sua expulsão. Como o personagem era também uma homenagem a um lutador soviético, acharam que seria de melhor imagem que ele fosse uma pouco cabeça-oca, mas bem humorado, se tornando um tanto mais semelhante ao lutador homenageado: Victor Dzantemirovich Zangiev.

A história foi reaproveitada (sem alcoolismo) para o chefe Balrog.

 

5 – Vega teria sido um cavaleiro medieval…

…Com direito a armadura e um crucifixo no peito. Também pensou-se em um gladiador. Por se tratar de um representante europeu, teria uma peculiaridade vinculada à história européia… Aí um dos membros da produção executiva gritou: “Nada de lutadores de outras eras!” – e então… Brincadeiras à parte, a equipe achou o personagem “muito longe da era atual”, como também seria um personagem polêmico no Ocidente, onde o Cristianismo é mais difundido.

No entanto, Vega ficou com a máscara e com a garra, traços de sua (descartada) ideia original. Será que ele ia ter habilidades iguais às atuais?

 

4 – Dhalsim teria seis braços…

…E, acredite, cabeça de elefante! Ele seria uma representação de Ganesha, o deus Hindu. Longe de questionar a lógica onde caratecas e soldados soltam energia pelas mãos, mas talvez o surrealismo dessa ideia tenha ido muito além do esperado.

Provavelmente foi por isso resolveram refazer o personagem desde o início, exercendo devoção e poder em toda a sua pompa e glória. (Ufa!)

 

3 – Blanka seria um homem-gorila…

…Se bem que essa ideia foi sendo reciclada… E reciclada… E reciclada…

No fim das contas, ele virou o homem-fera verde que conhecemos e que nos representa!

 

2 – Lutador tonto levaria a pior.

Ainda leva, né? Caso você “tonteasse” o adversário, um dos quadros de animação seria uma “brecha” para que ele levasse o dobro de dano. Um dos programadores mostrou como seria isso inserindo os códigos no jogo. Ele teria (supostamente) inserido as linhas na programação sozinho, por alguns dias, e mostrou à parte executiva sua ideia quando estava na metade dos lutadores. Outros programadores não foram favoráveis, alegando “muitas linhas de programação para algo que os jogadores teriam dificuldade em entender”, e por isso, ele teve de deletar essas linhas de programação. Porém, ele se esqueceu de tirar isso da programação do lutador Ryu. E até nas máquinas americanas não foi observada essa “linha a mais” na adaptação da programação, por isso, algumas máquinas ainda têm essa desvantagem (somente) para o Ryu.

 

1 – Jamais teria atualizações tão numerosas…

…se não fossem dois fatores: os fliperamas piratas de Taiwan  (Street Fighter Raibow Edition, o famosos Street Fighter de rodoviária) e a consultoria de clientes (através de jogadores especialmente convidados), sugerirem mudanças como selecionar o mesmo lutador, selecionar os chefes do jogo e aumentar a velocidade do game.

Ainda bem que Street Fighter II passou por uma boa fase de planejamento, do contrário, não teria se tornado o clássico que é.

Você conhecia essas fases de planejamento? Quer contar algo que não foi parar nessa lista, sobre Street Fighter II? Ponha ali nos comentários!

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