A gente costuma focar mais em jogos de consoles de mesa, portáteis e arcades, mas de vez em quando rolam umas oportunidades pra recordar joguinhos de PC. Em outro post, falamos de games do tempo do Windows 3.1, como SkiFree e Bow & Arrow.
Dessa vez, avançamos um pouquinho no tempo pra recordar mais sete jogos de PC, dos mais variados gêneros: simulador de futebol, nave, puzzle… Só clássicos! Então tira a capa protetora do seu PC e já se prepara pra jogatina.
7. Jazz Jackrabbit
Esse aqui era bastante comum naqueles CDs de 400 em 1. Eu não lembro como foi o meu primeiro contato, mas não demorou muito até engrenar: Jazz Jackrabbit tem a essência dos jogos de mascote da época, prestando várias homenagens a games do Sonic: tem molas, fase bônus com jogabilidade pseudo-3D e uma direção de arte que parece ter vindo diretamente do Mega Drive. Só que com tiros!
Esse primeiro jogo fez bastante sucesso, especialmente por meio da distribuição shareware (parte do jogo era distribuída gratuitamente e, se você gostasse, podia adquirir a versão completa).
Algumas publicações, como a Revista do CD-ROM e a CD-ROM Today, se notabilizaram por trazer discos lotados de jogos e programas educativos em formato shareware.
6. Tyrian
Tyrian é enlouquecedor de bom. Lembro de ter jogado pela primeira vez em meados de 1996, quando eu ainda tinha muito pouca experiência com jogos de nave. E esse aqui acertou em cheio: fácil de aprender, visual legal, trilha sonora e efeitos bons e alguns extras que deixam o pacote ainda mais memorável.
De cara, você pode customizar praticamente tudo da sua nave, usando o dinheiro que coleta durante a partida: tiro frontal, tiro lateral, escudo protetor, a nave em si e até os satélites que te acompanham. E, a todo momento, tem upgrades melhores disponíveis, pra você ir testando diferentes combinações até achar a que se encaixa melhor no seu estilo.
Outra coisa legal era poder jogar só com o mouse, usando os botões para atirar e movendo livremente a nave, com bastante agilidade para fugir dos tiros inimigos. E não precisava ser um mouse sofisticado pra isso, não: esse jogo é de 1995, então funcionava muito bem com os mouses de bolinha da época.
Se isso não foi suficiente pra te convencer a jogar, experimenta pesquisar pelo modo natalino especial incluído nas versões 2.x desse jogo. Absurdo!
5. The Incredible Machine
Lembra da abertura de Rá-Tim-Bum? O ratinho na esteira que puxa a rolha da garrafa, enche o copo e faz peso na colher até ligar o ventilador, e assim vai, até culminar em um bolo na tela? Isso tem um nome: máquina de Rube Goldberg. E esse é o conceito por trás de The Incredible Machine: usar inúmeros objetos para montar engenhocas complexas que, juntas, fazem algo extremamente simples.
Lembro de ter jogado isso uma vez, mas, como não sabia nada de inglês e era muito novo, não decorei nem o nome do jogo. Passei anos querendo experimentar novamente, até achar no bendito CD 400 em 1.
A diversão é testar as possibilidades, ver o que deu errado e ajustar a posição de cada objeto até a máquina funcionar perfeitamente. Simples, mas divertido demais!
4. Little Big Adventure
Um jogo de ação e aventura que parecia estar meio à frente do seu tempo. Não sei se é o charme da visão isométrica ou a mecânica de humores (normal, atlético, agressivo e furtivo), mas sempre achei que isso aqui era “coisa de gente grande”, com um ritmo diferente de tudo o que eu estava habituado a jogar.
Você controla Twinsen e começa a aventura preso em um hospital. Ao fugir, parte em uma jornada para deter o Dr. FunFrock, que mantém o planeta Twinsun sob seu controle. Pra isso, você precisa explorar vários ambientes, conversar com os NPCs e alternar entre os quatro humores para avançar em segurança.
Em 2024, o jogo recebeu um remake para PC, consoles PlayStation, Xbox e Nintendo Switch, com um prólogo inédito, melhorias visuais e até legendas em português.
Fãs saudosos vão lembrar da sequência desse jogo, Twinsen’s Odyssey, que chegou a vir de brinde em uma edição da revista CD Expert.
3. Worms Armageddon
Vou explicar em poucas palavras, porque esse jogo é uma loucura brabíssima. Você controla um exército de minhocas em uma guerra contra outra tropa, com batalhas em turnos. Para atacar, você escolhe entre um arsenal gigantesco, se posiciona no cenário e torce pra tudo dar certo: ângulo, força e até a velocidade do vento podem interferir na sua jogada.
Meu primeiro contato com a franquia foi com Worms 2, mas esse aqui fez tanto sucesso que tinha até anúncio na parte de classificados dos jornais da época.
2. Grim Fandango
Outra obra-prima da LucasArts e um grande expoente dos jogos de aventura com puzzles.
Você controla Manny Calavera, que trabalha ali no mundo dos mortos como uma espécie de agente de viagens, escoltando as almas dos mortais por aí.
Apesar de abordar temas como a morte e o destino das almas após deixarem o nosso mundo, Grim Fandango conta essa história com bastante humor.
Se você tiver interesse em conhecer melhor a obra de Tim Schafer, vale a pena conferir nosso review e o podcast dedicado ao jogo.
Ele também foi remasterizado em 2015 e ganhou versões para PC, PlayStation, Xbox e Nintendo Switch.
1. Elifoot 98
Imagine um jogo de futebol sem bola, gramado ou jogadores. Os resultados são apenas números que piscam na tela, e você sequer tem a possibilidade de dar um chute, pois tudo acontece de forma automática.
Hoje, já estamos bastante habituados a esse estilo de jogo que, inclusive, tem seus expoentes em outros esportes, como basquete, futebol americano e automobilismo. Mas, na época, parecia uma coisa de outro mundo. E era viciante!
Em Elifoot 98, toda a gestão do time fica por sua conta: quem é contratado, quem é vendido, o tamanho do estádio, a tática, o sucesso e o fracasso. Além disso, os atletas possuem atributos que devem ser levados em consideração na hora de montar o elenco, sem acabar com as suas finanças. E não vale usar Cheat O’Matic, viu?
Já conhecia todos os jogos?
Nessa listinha, trouxemos mais sete games que valem a pena conhecer. Deixa aí nos comentários quais outros títulos podem vir na sequência, ou se precisamos nos aprofundar em algum gênero específico. Quando se trata de velharias pra PC, o universo de jogos com que estamos lidando é gigantesco!



































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