Mahluk: Dark Demon é uma aventura infernal em pixels

Eduardo Paiva / 7 de dezembro de 2016 / Quase Véios

Mahluk: Dark Demon é um game desenvolvido pela Redro Games para Windows assim como para Android e iOS. É um hack and slash do tipo platformer que mistura elementos de aventura, utilizando gráficos pixelados, que sempre dão aquele ar retrô aos games, do jeito que o Véio gosta.

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A boa e velha vingança

Kindar, o poderoso e maligno rei que dominou toda a humanidade, enviava para o reino subterrâneo (um belo nome para Inferno) todos que iam contra ele e sua tirania. Ninguém conseguia voltar desse reino cheio de torturas e dor, exceto você, que segundo a lenda era um assassino ou para alguns até mesmo um rei exilado. Raiva e vingança exalam de seus olhos avermelhados e cada etapa do jogo lhe deixa um pouco mais próximo do castelo de Kindar, onde finalmente as contas poderão ser acertadas. Com esse enredo simples e batido, porém funcional, Mahluk pavimenta o caminho para a sua vingança através de 19 fases, sendo 4 delas, boss fights.

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O controle do jogador é bem responsivo e a maioria dos desafios envolve a habilidade de pulo duplo. O jogo começa bem fácil, lhe ensinando os comandos e mecânicas do jogo, mas fique tranquilo que as últimas fases vão lhe apresentar um bom desafio de plataforma. Eliminar inimigos e abrir baús lhe dão moedas e joias que podem ser gastas em upgrades na loja do jogo. E você pode fazer isso utilizando sua espada, que pode ser trocada posteriormente ou lançando magias de fogo e de gelo, que podem ser adquiridas também eliminando inimigos. Na loja você pode aumentar sua capacidade de magia, de energia, trocar de arma e comprar um novo golpe chamado Dash. Há também um modo para dois jogadores, chamado Two Player Challenge, onde dois jogadores se enfrentam em uma arena para ver quem leva a pior.

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O visual do jogo é simples, porém interessante. Lembra uma mistura 2D de Limbo com Dark Souls, por mais inusitado que isso possa parecer. O menu do jogo é básico e apresenta alguns bugs, mas nada que atrapalhe a experiência e algumas das fontes utilizadas lembram um pouco as que são usadas em bandas de Black Metal, mantendo o tom sombrio que persiste desde o primeiro até o último momento. A trilha sonora é boa, trazendo algumas faixas que aumentam o suspense e a tensão. Visualmente falando, o único ponto negativo é que existem alguns erros na escrita em inglês, talvez devido ao jogo ser de origem turca e não ter tido uma boa tradução.

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Plataformas, plataformas e mais plataformas!

O ponto forte do jogo com certeza é o design das fases, trazendo sempre um desafio diferente para o jogador, como na fase 5 onde você deve transpor todos os desafios de atravessar um rio sem cair do barco. Não fica claro no jogo, mas parece o barco do Caronte, o barqueiro de Hades, atravessando o rio Estige. Plataformas andantes, plataformas que caem, plataformas que quebram, bolas de ferro, alavancas, zumbis, aves demoníacas, entre outros. Tudo isso lhe espera durante o progresso de Mahluk, uma pena que toda essa variedade não se faz presente também nas boss fights. Todas elas são fáceis e repetitivas, com os chefes repetindo os mesmos padrões do início ao fim, sem trazer muita dificuldade. A própria batalha com o rei Kindar é assim, fazendo com que a fase que a antecede seja um desafio muito maior do que o a batalha em si.

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Veredito

Mahluk: Dark Demon é uma ótima pedida para quem gosta dos jogos de plataforma de antigamente. Sua dificuldade vai aumentando durante o jogo de forma suave e quase imperceptível, tornando toda a aventura uma boa experiência.

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Com fases bem boladas e criativas e um visual pixelado embora bem cuidado, não há muito o que explorar no jogo além de cumprir seu objetivo principal de derrotar as hordas do mal até chegar a sua vingança contra Kindar e o máximo que você vai encontrar escondido é um baú com mais joias e moedas. No entanto, é um jogo divertido que vai trazer momentos agradáveis a quem conseguir sobrepujar seus desafios, e mais de uma vez você vai se pegar falando “Porra, consegui passar dessa fase!”, o que é sempre um bom sinal quando se fala de um jogo de plataforma.

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